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domingo, 10 de julho de 2011

The Vampire Diaries: 10 lições para o sucesso


The Vampire Diaries entrou em hiato há apenas algumas semanas, mas já estamos sofrendo com a crise de abstinência por falta dos vícios de Mystic Falls. Nenhum outro programa de TV administra tão bem os milagres que TVD com frequência apresenta. Certo, The Vampire Diaries nos fez comer queijo quente até estufar, como se fossemos uma espécie rara de vampiros insaciáveis que se alimentam de queijo (Queijiros?)
Apesar disso, TVD não é o nosso vício só por causa de todas as beldades de encheros olhos. É o nosso vício porque tem elementos básicos de enredo que a série apresenta de uma forma melhor que qualquer outra que já vimos. Nem se compara.
Às vezes, quando assistimos a outras séries, que não TVD,  ficamos com vontade de prender os produtores e forçá-los a assistir este programa, só assim eles poderiam ver como é que Kevin Williamson, Julie Plec e sua equipe de gênios psicóticos fazem isso. E aqui vão 10 lições que adoraríamos ver o resto da TV aprender com o nosso vício vampiresco.
10) Um triângulo amoroso não tem que ser sem sal.
Parece meio superficial –, mas infelizmentenão é. Quando The Vampire Diaries apareceu ninguém colocou muita fé, assim como Twilight: The TV Series. Mas algo engraçado aconteceu – o triângulo amoroso principal, entre Stefan, Damon e Elena, ficou bem mais interessante e definido do que o drama da “garota dividida entre dois caras sem camisa” de sempre. Tipo, o amor de Damon por Elena é meio psicótico. Elena fez grandes progressos tentando manter o controle sobre a própria vida sem os dois irmãos Salvatore. E o Stefan, o Muppet de Angel, continua conseguindo mostrar mais lados da sua personalidade do que o de “adorável cara legal” – e isto antes da reviravolta insana do final da temporada.
9) Às vezes, quando uma antiga profecia ou maldição parece totalmente ridícula… ela é ridículamesmo.
The Vampire Diaries ganhou uma dose enorme de “benefício da dúvida” desta vez. Passamos a maior parte da segunda temporada ouvindo falar da ridiculamente sonora “Maldição do Sol e da Lua”, que subjuga vampiros ao sol e lobisomens à lua, e que poderia ser quebrada por meio de um elaborado sacrifício. E estávamos preparados para engolir essa, ridículos textos antigos e tudo, porque isso não é mais ridículodo que um milhão de outros esquemas que surgiram ao longo dos anos. Mas então a série fez o antigo texto passar batido por nós e a coisa toda acabou sendo mentira.
8) Nossos herois podem discordar – violentamente – e ninguém nunca tem que provarque está certo.
Elena não concordou com nenhum dos irmãos Salvatore quanto a como lidar com o antigo vampiro Klaus durante a maior parteda temporada. Quem estava certo? Isto ainda está em discussão. Provavelmente estavamtodos errados, em níveis variados. (A solução óbvia para o dilema de Klaus valea pena? Depois de apunhalar Elijah com a adaga cheia de cinzas, decapitá-lo e metera cabeça dele num picador de madeira para então enterrar os pedaços em um milhão de lugares. Depois disso, provavelmente é possível reusar a adaga em Klaus). Do mesmo jeito, será que a xerife Forbes está errada a respeito de afilha dela ser um monstro? Bem, talvez – exceto pelo fato de termos visto Carolinematar pessoas inocentes. Eu raramente vejo séries apresentando dilemas, e aí nunca nos contam qual a resposta certa, do jeito que esta série faz.
7) Mesmo quando o público esquece totalmente de uma trama de 1000 reviravoltasatrás, o programa não esquece.
Fala sério. Se já houve uma série que pudessese dar ao luxo de acabar varrendo as coisas para baixo do tapete, esta sérieseria The Vampire Diaries – porque tantas histórias são criadas e depois deixadas de lado em cada episódio, parece água passando por uma ponte depois de um tempo. Mas isto só quer dizer que foisurpreendente e gratificante quando a série lembrou da Vicki, a irmã de Matt. Caroline passou vários episódios se preparando psicologicamente para contar a Matt que vampiros existem de verdade e que ela é uma – e a única reação de Matté de perceber que a sua falecida irmã estava dizendo a verdade. E quando você lembra de todo o horror da saga de Vicki, na primeira temporada, a repugnância e a raiva que Matt sente fazem todo o sentido.
6) É engraçado ver as pessoas que fazem a coisa errada pelas razões certas interagirem com aquelas que fazem a coisa certa pelas razões erradas.
Alguns dos momentos mais emocionantes dasegunda temporada envolveram a malvada vampira Katherine conversando com Damon.Ou Elijah passando o tempo com Stefan. Ultimamente quase ninguém tem motivos puros nesta série, e é engraçado ver as pessoas em ambos os lados da fronteirado impiedosamente bom/benevolamente mau interagindo e vendo por si só como é extremamente fácil cruzar a linha.
5) Só porque as pessoas boas se sacrificam, não quer dizer que vai acontecer algo de bom.
Na verdade, parece um padrão –auto-sacrifício realmente nunca resulta no objetivo que se espera alcançar,nesta série. É como se todo mundo tentasse fazer a Augie Ben Doggie: “Não sejaum mártir.” Geralmente quando alguém está preparado para sacrificar a vida por outra pessoa na televisão, não é totalmente em vão. Mas o único auto-sacrifícioque eu consigo imaginar que valeu foi Stefan ter se tornado o braço direito deKlaus para salvar Damon – que de fato deu certo. No entanto, diga isso à garota que Stefan assassinou no meio do caminho.
4) Um personagem que fica bonzinho não tem que perder as presas.
O processo geralmente acontece em duas etapas. Um ex-vilão “coisa ruim” desiste de ser mau e pouco depois ele/ela (geralmente ele) vai ficando carinhoso e até meio fofo. Suave como uma toalha recém lavadae seca e com uma dose extra de amaciante. Mas embora o ex-coisa ruim Damon nãotenha matado ninguém nos últimos tempos, ele ainda é um idiota completo, emtodos os sentidos. Ele ainda está tentando transformar Elena numa vampiracontra a vontade dela e, apesar do remorso dele no episódio final da últimatemporada, ele ainda é basicamente um total egocêntrico e impulsivo.
3) O elenco de apoio está lá para morrer.
Qual a finalidade de ter um elenco de apoioenorme se todo mundo sobrevive? Eles só ficam sem fazer nada, enchendo as cenase bagunçando as coisas. E tendo sentimentos e coisas de elenco de apoio. Se nãofosse pelo fato de termos acabado de assistir a primeira temporada de Game of Thrones, eu diria que poucosprogramas estão dispostos como TVD atirar gente daqui e dalí. Mesmo alguns dos nossos personagens favoritos – pobreTia Jenna! – servem de bucha de canhão quando a série precisa colocar um pontode exclamação numa frase. (Apesar disso, como diabos é que o Alaric ainda estávivo?) A contagem de corpos desta série, e a disposição de matar pessoas, é inspiradora.
2) Não há equilíbrio entre umatrama chocante e o desenvolvimento do personagem.
Eu queria poder tatuar isto na testa das pessoas. Umaboa reviravolta surpresa é aquela que nasce do desenvolvimento dos personagens –como Stefan se tornando um psicopata no episódio final da temporada passada e ajá mencionada reação de Matt ao ficar sabendo da verdade a respeito de Caroline.É como se um monte de sombras estivesse querendo jogar tudo que sabemos de umpersonagem pela janela, para permitir que ele/ela faça algo chocante durante a série ou no episódio de encerramento da temporada. Mas personagens estranhos que dão uma guinada não tem quase nenhum peso se não acreditamos neles. O que temde surpreendente em The Vampire Diaries é a forma como tudo é administrado de modo a nos surpreender repetidas vezessem sentir qualquer inconsistência. O que nos leva a…
1) Ritmo. Ritmo. Ritmo.
Esta é mesmo a coisa mais assombrosa em The Vampire Diaries. Eu perdi a conta dequantas vezes eu vi o programa tirar uma ideia que poderia ter sustentado um montede episódios e explorá-la completamente em meio episódio. Sem sentir pressa, nem nada. E realmente, isso é que permite que a série passe longe de ser um besteirol– nunca arrasta uma situação particular por mais tempo do que é válido. Se nada, tendo um ritmo frenético, permite que a série ponha seus personagens nas mais impossíveis e tortuosas situações, é porque não nos encrencamos com eles. É uma incrível corda bamba que desafia tudo que pensamos conhecer a respeito datelevisão – e este ritmo de trabalho continua nos 22 episódios do ano.
É como se houvesse algum tipo de compreensão tácitana televisão: episódios independentes caminham rápido, mas os segmentos se desenvolvem lentamente. Um segmento na televisão se desenvolve ao longo de toda uma temporada, com um punhado de episódios cheios de “viradas”. Mesmo séries que não tem episódios independentes frequentemente parecem desenvolver seus segmentos em um ritmo bastante lento, com apenas um ou dois acontecimentos dedestaque por episódio.

The Vampire Diaries ri do desenrolar lento da trama. Vampiros podem viver para sempre, mas, nesta série, suas histórias são efemérides. E em resposta, nós ficamos mais distraídos e obcecados.

Fonte: http://vampirediariesbrasil.com/

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